Sobre o ombro de gigantes

Sobre o ombro de gigantes

2021, Jul 17    

“Se pude ver mais foi por estar sobre o ombro de gigantes”(Isaac Newton). Com esta frase eu comecei o capítulo da introdução teórica de meu trabalho de graduação e começa o fim de um ciclo de aprendizado. Tendo escolhido engenharia mecatrônica como área de formação sempre foi muito claro que não seria possível alcançar nenhum desenvolvimento tecnológico sozinho. Mecatrônica é feita da fusão de 4 grandes áreas Eletrônica, Mecânica, Computação e Controle. Com tanta coisa para estudar já dava um boa prévia que sozinho minha vida inteira não seria o suficiente.

Como engenheiro me vejo muito próximo de um tradutor. Minha principal habilidade é ser um interprete entre as linguagens e representações lógicas usadas por cada domínio do conhecimento em algo que permita ajudar a facilitar a vida perante a alguma necessidade. Nisto em parte até tenho a função de produzir novos conhecimentos, mas o maior mérito é todo de poder invocar o poder das descobertas de cada uma das gerações anteriores.

Conhecimento ciêntifico é por definição todo conhecimento que permite reprodução. Ciêntífico é apenas aquele pedacinho exposto da sabedoria do mundo que conseguimos de alguma forma descrever. Por isto, invocar um conhecimento antigo através das artes e da tecnologia talvez seja o que temos mais próximo de magia. Ou até seja sua verdadeira forma já que “Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistiguível de mágia”(Arthur C. Clarke). Mesmo sem entender a origem e todo o processo de construção, ao utilizar alguma tecnologia, podemos pegar emprestado por um breve instante toda a sabedoria de uma geração usada para chegar até ali.